domingo, 11 de novembro de 2012

Reportagem da Revista ÉPOCA: Filhos e Felicidade

Há meses estou sem publicar nada aqui no Blog e a postagem de hoje é a resposta do porquê não consigo sentar-me aqui e escrever!

A reportagem da revista ÉPOCA de 19/10/2012 (http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/filhos-e-felicidade.html) veio falar o que eu tô tentendo dizer há exatamente 1 ano! rs

"Eis um problema: a paternidade, que deveria ser o momento mais feliz da vida dos casais – de acordo com tudo o que aprendemos –, na verdade nem sempre é assim. Ou, melhor dizendo, não é nada disso. Para boa parte dos pais e (sobretudo) das mães, filhos pequenos são sinônimo de cansaço, estresse, isolamento social e – não tenhamos medo das palavras – um certo grau de infelicidade. Ninguém fala disso abertamente. É feio. As pessoas têm medo de se queixar e parecer desnaturadas. O máximo que se ouve são referências ambíguas e cheias de altruísmo aos percalços da maternidade, como no chavão: “Ser mãe é padecer no Paraíso”. Muitas que passaram pelo padecimento não se lembram de ter visto o Paraíso e, mesmo assim, realimentam a mística. Costumam falar apenas do amor incondicional que nasce com os filhos e das alegrias únicas que se podem extrair do convívio com eles. A depressão, as rachaduras na intimidade do casal, as dificuldades com a carreira e o dinheiro curto – disso não se fala fora do círculo mais íntimo e, mesmo nele, se fala com cuidado. É tabu expor a própria tristeza numa situação que deveria ser idílica."

Minha opinião sobre a matéria: Ela está um tanto quanto pessimista mas sinceramente ela não está falando muito além da verdade!

Há um ano eu conheci a maternidade "na pele", mesmo tendo acompanhado tantas e tantas mulheres nessa fase, achando que eu saberia o quanto era difícil quando chegasse a minha vez, é muito, muuuuuuuuuito mais difícil do que eu poderia imaginar!!!

Aqui em casa a chegada do nosso pequeno Bruno (amado mais que tudo nesse mundo) abalou todas as estruturas: casamento, relacionamento com pessoas próximas, organização, vida profissional, auto-estima, disposição, entrosamento com o marido...

Ao mesmo tempo que é super contraditório porque quando vc pára, respira fundo e olha as coisas ao seu redor, naquele súbito momento de desespero que vc só quer chorar alto, é exatamente desse pequeno "tsunami humano" que vem o acalanto para a dor que suprime o peito. O Bruno me faz rir muitas vezes durante o dia... é muito gratificante estar aqui pra ver seu desenvolvimento, suas sapequices, suas gargalhadas... 

Me conforta pensar que "Seremos mães pra sempre mas eles serão crianças somente agora", isso significa que essa fase é passageira pra nós e que os percalços que vivemos agora serão frutos memoráveis num futuro não muito distante.

Eu confesso que se soubesse que minha vida mudaria 100% depois da maternidade, teria esperando mais uns 'dois ou treze' anos pra engravidar, hahaha... mas quando penso que "não seria o Bruno" vejo que tudo tem seu momento certo pra acontecer! 

O que mais me "abala", digamos assim, nessa história de maternidade e paternidade é que: se decidimos juntos ter um filho agora, porquê somente a minha vida teria que mudar tanto (leia-se: completamente)? Eu costumo dizer que a vida dos homens muda uns 20 ou 30% (se ele é muito "paizão") e a da mãe muda 100%! 
Isso lhe parece justo??? hahahahaha
Pois é, não tem solução...

Eu vou continuar chorando de vez em quando, vou continuar filosofando, vou continuar me queixando que a vida do meu marido é muito mais fácil que a minha e vou esperar essa fase passar! rsrs

Hoje eles foram à praia passar o dia ("bate e volta"). O misto de sensações é uma doidera: "deveria ter ido junto para aproveitar o momento? Devo me culpar por ter ficado pra descansar? Fiquei mas minha cabeça não saiu de lá... meu descanso (necessário) não foi mesmo suficiente... errei em ter ficado? Mas de fato eu não tava a fim de ir à praia..." kkkkkkkkk...
Se é difícil pra mim, imagine então pro meu marido como deve ser "quase impossível" compreender o que se passa nessa cabecinha... 

Bem, mas agora preciso voltar ao trabalho! Finais de semana e madrugadas são minha segunda jornada, quando sento-me à frente do computador pra preparar minhas aulas, responder emails, estudar... etc... etc... etc...

I'll survive!

=D

Beijos à todos,
ana garbulho
mãe surtante do pequeno e lindo Bruno (o bebêmaislindomundo)

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