quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mãe e bebê precisam: outras mães e bebês!

O post de hoje é um trecho de um livro muito gostosinho de ler chamado “101 maneiras de criar um bebê feliz” de Lisa McCourt, Ed. Mandarim.
Acho fundamental que toda mãe tenha essa noção. Mesmo àquelas que não deixaram a carreira, temos ao menos 4 meses de licença maternidade em casa e por isso a importância de uma rede social de apoio. Deliciem-se!


44. Mães em período integral, uni-vos!

Sessenta e dois porcento das norte-americanas que têm filhos com idade inferior a seis anos trabalham fora, mas, mesmo assim, as estatísticas mostram que a maioria das mulheres que planejam (antes de dar à luz) voltar a trabalhar lamenta sua decisão na hora de deixar o bebê. Para algumas a decisão é irreversível, mas para outras, não. As mães que interrompem sua carreira frequentemente comentam como têm sorte de poder ficar em casa e criar seus filhos.
Ser mãe em período integral, contudo, não é um trabalho fácil, especialmente quando você decide também, como faz a maioria, ser faxineira, cozinheira e ainda sair para fazer compras e resolver tudo o que precisar. Se espera que seu bebê fique brincando sozinho enquanto você cuida da casa, saiba que ele provavelmente vai protestar, o que vai ocasionar uma tensão entre vocês dois. Para que isso não aconteça, deixe-o participar de suas atividades. Você vai levar o dobro do tempo para fazer os serviços domésticos, mas vai interagir com seu bebê e, desse modo, fazer duas coisas úteis em vez de uma só!
Ter amizade com outras mães e bebês é uma das experiências mais agradáveis que você e seu filho podem compartilhar. Por mais que você e ele adorem a companhia um do outro e por mais saudável que seja vocês passarem todo o tempo juntos, você pode enlouquecer sem a companhia de outros adultos e, além disso, é bom para o bebê ver outras pessoas, inclusive crianças. De acordo com a antropóloga Margaret Mead, “a pior coisa para uma mãe é ficar fechada com o bebê 24 horas por dia, atitude que ninguém acredita já ter existido em toda história da raça humana”.
Portanto, é saudável para você e para seu bebê fazer e manter novas amizades. E, embora você certamente não tenha que seguir o estilo de maternidade de cada nova amiga, vai achar mais fácil comparar observações sobre seus bebês e planejar atividades com eles quando, no geral, estiver seguindo o mesmo caminho que elas. (Evite debates sobre a maternidade. É um assunto delicado para a maioria das mães e cada uma quer acreditar que está fazendo o melhor para o seu filho.)
Ter amigas que também tenham bebês realmente pode intensificar sua satisfação com seu bebê. Além de ter em comum com você todas aquelas características de mães com bebês novinhos, elas provavelmente têm horários parecidos com os seus, enquanto muitas de suas amigas que ainda não têm filhos podem estar trabalhando.
Mesmo que você seja uma pessoa tímida, que nunca iniciou facilmente relacionamentos com estranhos, tente participar de reuniões com grupos de aleitamento materno. Frases como “Qual a idade dele?” e “Nossa! Ele tem seus olhos” são muito mais fáceis de dizer do que aquelas que usávamos para nos aproximar dos rapazes nos tempos de solteira! A maioria das mães com bebês novinhos adora falar com qualquer um que mostre interesse por seu filho, especialmente se começar com a frase: “Mas que gracinha!”
Uma vez que você já tenha se aliado a amigas mães, visitem-se com reguaridade. Se você passar cada vez mais tempo com essas mulheres, seu bebê vai conhecê-las, e assim você eventualmente vai poder deixá-lo com elas, e vice-versa. Vocês podem até marcar um dia da semana para tomar conta dos filhos umas das outras. Pense apenas no quanto pode ganhar tendo outra mãe e o bebê dela em sua casa, brincando com seu filho enquanto você vai ao banco, limpa os banheiros, embrulha presentes ou cuida de qualquer coisa que seja de sua exclusiva responsabilidade!


Mesmo sem nunca ter lido este trecho antes, essa já era uma dica que passava em meus atendimentos e nos cursos. Esse apoio, como sempre existiu antigamente, é fundamental para o bom desenvolvimento da criança e para o bem-estar das mulheres. Quando alguma amiga dá à luz, meu presente é estar presente sempre que possível. Vejo nos olhos o prazer de bater um bolo para tomarmos café da tarde enquanto eu seguro e distraio seu bebê. As vezes chego na casa delas e encontro um semblante triste e, quando vou embora, só de ter estado ali pra ouvir seus sentimentos, já sinto uma vibração completamente diferente. Eu não tenho dúvidas que nós mulheres NÃO PODEMOS FICAR TRANCAFIADAS EM CASA SOZINHAS! Precisamos de companhia, precisamos papear, precisamos conversar sobre tudo: “do coco verde que o bebê fez ontem à polêmica história que passou hoje no jornal”.


Pra nossa sorte, algumas mulheres maravilhosas (que eu tenho o privilégio de conhecer) criaram um programa que foi muito além do que se poderia imaginar e hoje está espalhado por todos os cantos desse Brasilzão, chamado “Cinematerna”
. É uma ótima oportunidade de sair de casa com o bebê a tiracolo e depois da sessão tomar um café e jogar conversa fora! =D
Além dessa iniciativa, existem muitos grupos de apoio ao aleitamento materno em locais públicos e privados, em todos os cantos, que também podem ser muito bacanas para dar início a essa interação entre mulheres que vivenciam o mesmo período de vida! Baby Yoga, natação para bebês e outras atividades semelhantes podem ser essa ponte, também.

Não importa qual o programa: pegue seu bebê e ‘caia no mundo’!!!

A bagunça da casa pode esperar, seu emocional, não!

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